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Festa junina nas regiões do Brasil: como é comemorada?

A presença da festa junina nas regiões do Brasil é marcante. Muita gente acha que esse tipo de celebração se limita ao Nordeste, o que é um engano. Sim, é verdade que, por lá, estão os maiores festejos da data no país, mas tem comemoração junina por todo o Brasil. É uma mistura de gastronomia, dança, religião e representação cultural muito intensa e que varia bastante entre as diferentes divisões do nosso território. Quer saber o que você encontra nas diferentes opções de festa junina no Brasil? Siga a leitura e confira tudo sobre esse evento tão típico do nosso país.

Festas juninas no Brasil: entenda como essa tradição começou no país

Antes de falar sobre detalhes das festa junina nas regiões do Brasil, vamos entender como essa tradição teve início por aqui.


Que povo trouxe a festa junina para o Brasil

Os colonizadores portugueses foram o povo que trouxe a festa junina para o Brasil. Isso ocorreu no século XVI, sendo essa uma herança cultural da nossa colonização. 

Em terras lusitanas, por conta da população ser muito católica, o hábito de comemorar as festas dedicadas aos santos já era comum durante o mês de junho. E quando os portugueses para cá vieram, trouxeram consigo esse costume.


Quais são as principais características da festa junina?

A festa junina sofre algumas variações em diferentes estados do Brasil, mas existem algumas tradições que não mudam.

Vamos conhecer as suas principais características?


Comidas típicas

As festas juninas nas regiões do Brasil são muito fartas em comidas típicas, especialmente feitas à base de milho e de amendoim. Por isso, é fácil encontrar no cardápio das barraquinhas o milho assado, o curau, a canjica, o amendoim torrado, o cuscuz e a pamonha. 

Entre os doces, algumas das estrelas são o bolo de milho, o pé de moleque, a paçoca, o arroz doce, a cocada, a maçã do amor e a queijadinha.


Apresentações

Entre as danças típicas, estão as quadrilhas, vindas de uma tradição “caipira” ou campestre, que são verdadeiras coreografias para dezenas de pessoas. 

O forró também ganhou espaço na festa junina no Brasil: vindo de uma tradição africana, ele se espalhou pelo Nordeste, justamente a região onde os festejos são mais fortes.


A fogueira

Acender a fogueira na noite de São João também é uma tradição das festas juninas no Brasil. 

Esse ritual, trazido pelos jesuítas portugueses em suas missões catequizadoras, remonta à história de que a Santa Isabel teria acendido uma fogueira na noite do nascimento do seu filho, que viria a ser São João Batista, para avisar Maria (mãe de Jesus) do evento.

Por aqui, a brincadeira é pular por cima do fogo, dançar ao redor da fogueira ou ainda fazer simpatias com as brasas para, entre outras coisas, descobrir com quem uma pessoa irá se casar.


O simbolismo das bandeirinhas

A festa junina também conta com outros rituais que dão o tom do evento. Um deles é o de pendurar bandeirinhas coloridas pelo festejo. 

Antigamente, essas bandeirinhas tinham retratos de São João, Santo Antônio e São Pedro, os três principais santos homenageados em junho. Elas deviam ser molhadas e, aqueles que recebessem os respingos das bandeiras durante a festa, estariam purificados. 

Mesmo sem a cara dos santos, até hoje, elas servem para abençoar a festa, além de dar um toque especial à decoração.


Roupas “caipiras”

Já no quesito vestuário, as festas juninas são dominadas por tecidos de xadrez e coloridos. 

Isso é uma cópia distante de como eram os vestidos dos bailes da aristocracia europeia, sempre volumosos e rodados. 

Porém, quando chegou ao Brasil, o dress code foi adaptado à realidade de um povo mais simples, do interior, e aos tecidos que eles tinham disponíveis.


Os casamentos

A tradição do casamento na festa junina no Brasil é uma alusão direta a Santo Antônio, um dos padroeiros do festejo. 

Ele leva a fama de santo casamenteiro e, por conta disso, uma encenação de um casamento caipira é sempre feita nas festas juninas mais tradicionais.

Como a festa junina é comemorada em cada região brasileira?

Você sabia que a festa junina nas regiões do Brasil tem características próprias?

Vamos conhecer detalhes sobre os eventos país afora!


Festa junina na Região Norte

A festa junina na Região Norte começa em junho, mas os festejos em relação aos santos vão até dezembro, quando o calendário se encerra com o dia de São Benedito. 

Além disso, é comum que, nesses eventos, haja encenação de lendas locais, como a do boto que seduz mulheres à beira do rio. 

Nas suas casas, a população faz fogueiras no quintal para reunir a família e amigos ao redor e bater papo até que o fogo se apague. 

Mas tem muito mais na celebração, é claro. Vamos contar tudo para você sobre a festa junina na Região Norte!


Comidas

Os pratos típicos da região se somam aos quitutes típicos da festa junina nas regiões do Brasil. 

Então, a comemoração por lá não tem só milho verde, pé de moleque, cocada e bolo de milho, como também bolo de macaxeira, cuscuz, mungunzá, tacacá e doces feitos a partir de frutas amazônicas.

São verdadeiras delícias!


Música

Quando a música toca na festa junina na Região norte, os participantes vestidos de caipira e matuto se empolgam com os ritmos locais. 

Além do forró, marca registrada do evento, o carimbó (gênero de dança de roda com origem indígena e típico da região) também marca presença.

E, é claro, não dá para esquecer do boi bumbá, uma tradição regional que existe desde os tempos do Brasil colônia. 

Também chamado do bumba-meu-boi, essa mistura entre apresentação musical e teatro põe o povo para dançar com a presença de personagens, encenação do renascimento do boi e de disputas entre o Boi Garantido e o Boi Caprichoso.


Festa junina na Região Nordeste

Berço da festa junina nas regiões do Brasil, o Nordeste recebe o período junino com fogueiras nas praças e ruas inteiras decoradas de bandeirinhas. 

Sem dúvida, essa é a maior festa da região e também a mais abrangente, chegando a mais cidades e com costumes espalhados por seus estados.

Assim como aconteceu pelo resto do país, a festa junina na Região Nordeste deu origem a algumas tradições locais. 

Em Campina Grande, na Paraíba, por exemplo, é tradição viajar durante a festa em um trem cheio de músicos, onde acontece um grande bailão nos vagões. 

Já em Estância, no estado de Sergipe, há o Barco de Fogo, uma embarcação de madeira, toda decorada e que desliza em um cabo de aço sobre a festa, movida por um estonteante espetáculo de fogos guardados no seu interior.

Vamos ver o que mais tem para você curtir na festa junina na Região Nordeste.


Comidas

A festa junina nas regiões do Brasil não é a mesma sem os pratos típicos do Nordeste. 

Por lá, você encontra no menu a canjica, o arroz-doce, a pamonha, o bolo de milho, o pé de moleque, entre vários outros pratos deliciosos.


Roupas

O berço da festa junina no Brasil respeita até hoje a tradição das vestimentas. No Nordeste, as mulheres vestem vestidos “caipira” coloridos, com estampas como o xadrez ou o floral, com fitas e tecidos como a chita. 

Já os homens usam as vestes que representam o matuto, como camisas xadrez, chapéus de palha e calças com remendos. 

O hábito de usar essas fantasias na festa é muito disseminado.


Música e dança

A festa junina na Região Nordeste é um grande evento no ano.

O forró toca sem parar por dias, em festas que ocupam todo o mês de junho, marcadas por apresentações de quadrilhas com a coreografia organizada para dar espaço a dezenas de dançarinos. 


Festa junina na região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o festejo se difere um pouco das demais nas regiões do Brasil. 

Por lá, a cultura de lavagem dos santos ainda é muito presente e se caracteriza como um momento de pedir proteção aos protetores, o que reforça o caráter religioso da celebração.

Para esse momento do evento, são realizadas apresentações de cantores de cururu, um ritmo típico da região, que usa instrumentos como caracaxás, cocho, tamborins e marimbas.

Mas tem mais para você saber sobre a festa junina na Região Centro-Oeste.


Trilha sonora

Em termos de música, o sertanejo, os desafios de rima de violeiros e a polca (dança típica alemã) entram em cena para disputar as atenções com o tradicional forró.


Trajes

Aqui, os típicos trajes de matuto dividem o espaço da celebração com a indumentária de estilo sertanejo, que é um visual inspirado nos caubóis e nos peões.


Quitutes

Quando o assunto é gastronomia, no Centro-Oeste, as comidas de festa junina tradicionais até aparecem, mas vários pratos locais também ocupam destaque.

Entre eles, estão a sopa paraguaia, uma espécie de bolo de queijo herdado pela proximidade com o país fronteiriço.

Outros exemplos são a farofa de banana, a Maria Isabel (prato a base de arroz), o caldo de feijão, o revirado cuiabano (uma espécie de cozido de carne), a paçoca de pilão, o escaldado cuiabano (como se fosse um pirão) e o pixé (doce a base de milho).


Festa junina na Região Sudeste

A festa junina sempre vai variar um pouquinho, mas, na Região Sudeste, ela é bem parecida com a celebração nordestina.

Uma das diferenças é a quantidade de brincadeiras no festejo. 

Entre elas, estão o correio do amor (onde é possível mandar mensagens anônimas ou não para um pretendente), a pescaria, as rifas, o jogo de tentar acertar argolas em pinos espalhados pelo chão, entre várias outras.

Acompanhe, a seguir, mais detalhes do arraial no Sudeste.


Músicas

As grandes estrelas do show são o forró, as danças de quadrilha e as músicas típicas de festas juninas no Brasil, como “Olha pro céu”, “Festa do interior”, “O sanfoneiro só tocava isso”, “Pagode russo” e “Pula fogueira”.

São Paulo, porém, tem uma presença forte também da música sertaneja, por conta da proximidade com a região Centro-Oeste, onde ela é mais comum.


Comidas 

O que se come no arraial do Sudeste é bem próximo da gastronomia típica da festa junina nas regiões do Brasil, em especial da nordestina. 

Ou seja, é possível encontrar milho cozido, pamonha, quentão, cocada, pé de moleque, maçã do amor, entre outras delícias.

Porém, alguns outros pratos locais aparecem na festa junina na Região Sudeste, como o crepe no palito, o salsichão, o churrasquinho, o queijo coalho, o pastel de feira, o cachorro-quente e o espetinho de morangos cobertos com chocolate.


Trajes típicos

No Sudeste, a indumentária do arraial repete o vestido de caipira e o traje de matuto comum das demais regiões do Brasil. 

É fácil também encontrar mulheres com as bochechas com pintinhas e usando tranças nos cabelos, enquanto os homens fazem bigodes e sobrancelhas grossas com lápis.

Novamente, São Paulo é um ponto fora da curva, com uma presença massiva da cultura sertaneja. 

Por isso, a roupa semelhante à dos peões de boiadeiro é também muito presente.


Festa junina na Região Sul

A festa junina na Região Sul é uma das mais diferentes do país e tem quase uma cultura particular. 

Para começar, os sulistas celebram no dia 29 de junho também o dia de São Paulo, além da homenagem a São Pedro. 

Veja o que mais diverge nos costumes dessa região em relação às demais quando o assunto é festa junina.


Trajes típicos

O destaque vai principalmente para a festa no Rio Grande do Sul.

Nas roupas, os homens usam o típico traje de gaúcho, com bombachas, botas, camisa, bandana no pescoço e chapéu. 

Já as mulheres usam o chamado vestido de prenda (vestimenta também típica, mas agora para a mulher). Esse traje feminino geralmente vai até o tornozelo, não possui decote, tem mangas compridas ou no máximo nos cotovelos, é feito de tecidos lisos ou com estampas muito discretas, além de apresentar bordados, rendas, botões revestidos e outros detalhes.

A intensidade da cor do vestido e da estampa vai variar com a idade da mulher, mas existem algumas proibições. 

Não é possível, por exemplo, usar tecidos transparentes ou brilhosos, assim como não é indicado usar as cores da bandeira do Rio Grande do Sul, nem a cor preta. 

O branco deve ser deixado para as noivas.


Músicas e danças

A festa junina na Região Sul também difere totalmente do que é visto nos demais estados em termos de tradição musical. Por lá, os ritmos mais comuns são o vanerão, o chamamé e o xote gaúcho. Dois desses estilos têm influência da colonização alemã na região.

Já a dança das fitas, comum por lá, é de origem europeia. 

E o chamamé é um estilo musical original da Argentina e muito ouvido também no Paraguai. Ele mistura influências da cultura indígena, criolla (filhos de espanhóis nascidos na América Latina), argentina e europeia.


Gastronomia

Muito da festa junina nas regiões do Brasil se repete no cardápio no Sul, como a pipoca, o amendoim e a canjica. 

Porém, vários pratos da cultura regional também foram incorporados, como é o caso do churrasco, dos diversos preparos de pinhão, do sagu de vinho, da cuca, do arroz de carreteiro e do feijão-mexido.

Em que região do Brasil as festas juninas são mais comemoradas?

É fácil encontrar festa junina nas regiões do Brasil, já que o costume se espalhou junto com a religião católica por aqui. 

Porém, é inegável que os estados no Nordeste têm maior destaque quando o assunto é São João. Afinal, todos os maiores eventos juninos do país acontecem nessa região.

Esse destaque todo pode ser explicado porque a região Nordeste tem ligação com início da colonização brasileira, tendo não apenas a capital do país (Salvador), como sendo também o maior centro financeiro da colônia. 

Por isso, a presença dos portugueses e o contato com a sua cultura era mais frequente por lá do que, por exemplo, no Sul ou no Centro-Oeste, que levaram muitos anos até começarem a ser ocupados intensamente.

Em paralelo, os nordestinos eram muito focados na produção agrícola e, portanto, “caipiras”. 

Talvez a região tenha, então, se identificado com esse aspecto da tradição do festejo e adotado para si o costume de celebrar em grande estilo o arraial, se tornando a maior referência de festa junina nas regiões do Brasil.


Agora que você sabe como é animada a festa junina nas regiões do Brasil, com qual delas você mais se identificou? 

Não importa qual seja o seu destino no próximo mês de junho.

O certo é que o Grupo Accor estará lá para oferecer as melhores opções de hospedagem para você descansar depois de dançar quadrilha a noite toda. 

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