Deserto do Atacama: guia completo de viagem

deserto do atacama

Com natureza exuberante e paisagens espetaculares, o Deserto do Atacama, no Chile, é um destino de viagem que garante experiências inesquecíveis.

São lagoas, vulcões, fortalezas antigas, formações rochosas e outros fenômenos interessantes. Venha com a Accor descobrir o que há de melhor para conhecer no Atacama!

Deserto do Atacama: natureza e muitos lugares fantásticos

O deserto mais seco e mais alto do mundo é um dos destinos mais incríveis para quem gosta de conhecer lugares diferentes e com muitos atrativos naturais. Além dos inúmeros cenários que surpreendem, o Deserto do Atacama, no Chile, também encanta pelo céu estrelado, que pode ser visto com uma nitidez maior que em outros lugares. A base para conhecer todas essas belezas é San Pedro de Atacama, que está a 1.600 km da capital Santiago, no extremo norte do Chile. É um vilarejo pequeno, com ruas de terra e casinhas simples, e tem apenas 5 mil habitantes aproximadamente. Mas é muito bem preparado para atender ao grande fluxo de turistas, com restaurantes, bares, lojinhas de artesanato e outros serviços. O deserto tem mais de 100 mil km² de extensão, entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, e é cortado pelo Trópico de Capricórnio. O solo é formado basicamente de sal e areia e há quem diga que é a paisagem que mais se assemelha à superfície do planeta Marte. Apesar do clima seco, da umidade baixa, dos longos tempos sem chuva e do terreno rochoso, a região tem algumas plantas e diferentes espécies de animais, como lhamas e flamingos. 

Principais atrações: o que conhecer no Atacama

As paisagens naturais são o ponto alto de uma viagem ao Atacama. As lagoas de tons azulados em meio ao deserto impressionam pela beleza e deixam os cenários ainda mais incríveis com o contraste das águas, que muitas vezes também refletem as montanhas. Os salares, formados pela evaporação das águas salinas subterrâneas devido à aridez do deserto, ganham novos tons com as camadas de poeira. Há também vulcões e outras formações e fenômenos interessantes. Veja mais detalhes do que conhecer: Lagunas Uma das mais famosas é a Laguna Cejar, onde é possível flutuar na água, pois a alta taxa de salinidade impede que os banhistas afundem. Outra bastante procurada é a Laguna Tebinquinche, localizada em um local que une deserto, vulcão, lagoa e, dependendo da época do ano, neve.   A Laguna de Chaxa tem centenas de flamingos. E as Lagunas Miscanti e Miñiques ficam a mais de 4.200 metros de altitude. Há muitas outras e cada uma delas tem características únicas. O ideal é incluir todas no seu roteiro. Salares Os desertos de sal também são imperdíveis no Atacama, especialmente o Salar do Atacama, que é o terceiro maior do mundo, com aproximadamente 100 km de extensão. O Salar de Tara também é um ótimo passeio. Cercado por montanhas, se diferencia também pela grande vegetação no local, o que é raro em um deserto. Ambos exigem um pouco mais de disposição física e devem ser feitos, preferencialmente, quando você já estiver acostumado com a altitude. Vulcões Em alguns é possível chegar até o topo, como o Lascar, vulcão mais ativo no norte do Chile, a mais de 5 mil metros de altitude. Em altitude semelhante, porém na região leste do país, fica o Cerro Toco, que é um dos mais antigos, mas está inativo. O principal destaque é o Licancabur, que fica entre o Chile e a Bolívia e tem vários registros dos povos incas. Ele chega a quase 6 mil metros de altitude e chama a atenção em meio à paisagem. Gêiseres Formados em regiões de erupção vulcânica, os gêiseres são como fontes que jorram jatos de água quente e vapor de água. No Atacama há alguns pontos onde esse fenômeno da natureza acontece. Os passeios costumam sair ainda na madrugada, pois o melhor momento para ver esse espetáculo é no começo da manhã. Os Geysers El Tatio estão sempre nas listas dos melhores atrativos turísticos. Circuito arqueológico do Atacama Saindo um pouco das rotas na natureza, o vilarejo de San Pedro de Atacama tem pelas ruas alguns registros do estilo de vida de povos antigos que habitavam a região há mais de 10 mil anos e cuja cultura ainda hoje é muito presente. Vale visitar também a Igreja San Pedro de Atacama, construída no século XVIII, e o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige, que tem objetos e informações sobre a história dos povos atacamenhos. 

Como chegar no Deserto do Atacama

Para chegar ao Deserto do Atacama, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Calama. Como não há voos diretos do Brasil, a melhor forma de fazer a viagem é ir até Santiago, capital do Chile, e pegar outro voo até Calama e, de lá, um transfer até San Pedro de Atacama – a distância é de 100 km. Por ser a porta de chegada e de saída ao Atacama e uma cidade com mais estrutura de comércio e serviços, Calama pode ser uma boa opção de hospedagem, principalmente na primeira e na última noite da sua viagem, para facilitar os deslocamentos para o aeroporto. Os hotéis ibis Calama e ibis budget Calama são modernos, confortáveis, bem localizados e com ótimo custo-benefício.

Qual a melhor época para ir ao Atacama?

O deserto do Atacama recebe turistas durante todo o ano, principalmente entre novembro e março, considerada a alta temporada, quando tudo está mais cheio. Para encontrar o destino um pouco mais vazio e com melhores preços, o outono e a primavera são os melhores períodos, além de terem um clima mais agradável – não muito quente e nem frio demais. No verão o calor predomina, principalmente durante o dia, com temperaturas chegando a quase 30°C. Mas é, também, a época com maior possibilidade de chuvas. Já no inverno, podem chegar a apenas 1°C. Dependendo do local, ficam abaixo de zero e é possível encontrar cenários com neve. O período ideal para aproveitar todas as possibilidades de turismo no Deserto do Atacama é de pelo menos sete dias, já que é um turismo mais voltado para a aventura e precisa ser feito em um ritmo mais leve. Além de evitar fazer vários passeios em um único dia, também é importante incluir momentos de descanso no seu hotel, para que o corpo se recupere dos efeitos da altitude.

Dicas para uma viagem mais tranquila e segura

Devido à altitude, é muito comum que turistas tenham alguma dificuldade ao chegar no deserto do Atacama. Por isso, é importante descansar nas primeiras horas e fazer os passeios devagar, para que o corpo vá aos poucos se acostumando. E montar um roteiro de menos atividades a cada dia, para não se sobrecarregar nem se cansar. Hidrate-se A hidratação é outro ponto fundamental, já que é um lugar extremamente seco. A orientação é beber pelo menos três litros de água por dia, além de usar produtos para a pele e para os lábios, evitando ressecamentos. É recomendável também levar um soro fisiológico para ser aplicado no nariz. Escolha as roupas corretas As roupas em camadas são as melhores para se vestir no deserto do Atacama, finalizando sempre com um casaco corta-vento. Também é importante levar luvas, cachecóis, gorros e meias. Leve dinheiro em espécie Em relação aos gastos, a orientação é levar dinheiro vivo em pesos chilenos e não contar apenas com o cartão, pois em muitos estabelecimentos não há essa opção para pagamento. O dólar também não costuma ser aceito.

Como fazer os passeios no Atacama

A dica é sempre contratar as agências locais e nunca por conta própria, pois a maioria dos passeios têm acesso difícil e o sinal de celular nem sempre funciona bem na região. As agências são preparadas para atender aos turistas, conhecem todas as rotas e sabem como lidar com situações de mal estar e outros problemas que possam acontecer. Algumas recomendam não tomar álcool nem comer carne vermelha na véspera, dependendo do passeio que será realizado. É sempre importante seguir as orientações.

Deserto do Atacama: Roteiro de 1 semana

Dia 1: Pueblo Tour, para ter uma noção mais geral do local. Dia 2: lagunas escondidas, onde é possível flutuar na água. Dia 3: Lagunas Altiplânicas, um dos principais tours do Atacama. Dia 4: Valle de la Luna e Valle de la Muerte, dois lugares incríveis. Dia 5: Salar de Tara, com formações rochosas e belos cenários. Dia 6: Geyser del Tatio, um dos passeios de maior altitude. style="margin-top:0pt; margin-bottom:12pt;">Dia 7: Termas de Puritama, para relaxar e fechar a viagem. Se optar por fazer a expedição ao Salar de Uyuni, na Bolívia, na mesma viagem para o Atacama, é necessário que a viagem tenha uma duração maior, de pelo menos 10 dias. Há passeios que saem do Atacama para o Salar de Uyuni e a melhor época é o verão.  E, independentemente de quanto tempo irá ficar, o ideal é sempre se programar com antecedência, definir quais atrativos no Deserto do Atacama pretende conhecer e, a partir disso, planejar o seu roteiro.

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